A Liga Brasileira de Lésbicas - LBL é uma expressão do movimento social que se constitui como espaço autônomo e não institucional de articulação política, anticapitalista, antiracista, não lesbofóbica, não homofóbica e não transfóbica. De âmbito nacional, é uma articulação temática de mulheres lésbicas e bissexuais, pela garantia efetiva e cotidiana da livre orientação e expressão afetivo sexual.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Após ação da Defensoria Pública, Justiça de SP reconhece união estável homoafetiva em primeira instância
O casal procurou a Defensoria Pública para formulação do pedido para que uma delas, que é australiana, pudesse permanecer no país. O pedido para que ela pudesse morar no Brasil já havia sido feito perante o Conselho Nacional de Imigração, mas o processo foi suspenso porque havia a necessidade de reconhecimento da união estável entre ela e sua companheira.
"Com o início do relacionamento, ficou mais evidente a afinidade de interesse e a similaridade de pensamento e valores entre as partes, compartilhando o mesmo ideal de constituir família e constituir a vida a dois", afirmou a Defensora Ana Bueno de Moraes, responsável pela ação.
"O preâmbulo da Constituição é expresso ao dispor que a sociedade brasileira é fundamentalmente fraterna, pluralista e sem preconceitos, sendo que os princípios da igualdade e da dignidade da pessoa humana (...) também impõe uma interpretação ampliativa do texto constitucional a fim de assegurar às pessoas de orientação homossexual o mesmo tratamento legal dispensado aos de orientação heterossexual", decidiu o juiz Augusto Drummond Lepage.
Segundo Defensores Públicos que atuam na área de direito de família na Capital, a decisão é um importante precedente diante da resistência de juízes paulistas de primeira instância em reconhecer uniões estáveis homoafetivas.
Coordenadoria de Comunicação Social e Assessoria de Imprensa
imprensa@defensoria.sp.gov.br
sábado, 15 de janeiro de 2011
Bento XVI diz que uniões homossexuais "desnaturalizam" a família
O papa Bento XVI afirmou nesta sexta-feira que as uniões homossexuais "desnaturalizam" a essência e os objetivos da família.
O Pontífice deu estas declarações diante do prefeito de Roma, Gianni Alemanno, e da governadora do Lácio, Renata Polverini, a quem recebeu no Vaticano com as juntas municipal e provincial por causa do novo ano.
Bento XVI centrou seu discurso na família e afirmou que esta é a célula básica da sociedade e deve ser baseada no casamento entre um homem e uma mulher.
Ele acrescentou que é através da família que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos e a solidariedade entre as gerações, o respeito a regras, o perdão e a ajuda ao próximo.
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"A aprovação de formas de uniões que desnaturalizam a essência e o objetivo da família acaba por penalizar os que, com fadiga, se comprometem a viver relações afetivas estáveis, juridicamente garantidas e publicamente reconhecidas", declarou o papa.
Bento XVI ressaltou que a família deve ser apoiada mediante políticas que a consolidem e a desenvolvam.
O papa também pediu às autoridades que apoiem a maternidade e que garantam às mulheres que desenvolvem uma profissão a possibilidade de conciliar a vida profissional com a familiar.
Além disso, afirmou que ultimamente a serenidade das famílias está "ameaçada" pela grave e persistente crise econômica e que muitas famílias não conseguem garantir uma vida digna para seus filhos.
Por isso, pediu aos governantes que adotem medidas para ajudar, sobretudo, as famílias de baixa renda, "especialmente as numerosas, muitas vezes penalizadas pela crise".
Também pediu políticas de emprego para integrar os jovens, para que eles não se desiludam com o desemprego existente e acabem se inclinando para organizações criminosas "que propõem a eles atividades ilícitas".
"É urgente, embora os tempos sejam difíceis, que se façam todos os esforços para promover políticas de emprego que possam garantir um trabalho digno, condição indispensável para dar vida a uma nova família", declarou Bento XVI.
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/01/746753-bento+xvi+diz+que+unioes+homossexuais+desnaturalizam+a+familia.html
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Frente Evangélica põe em risco recente resolução sobre reprodução assistida
Tava demorando. A frente evangélica, preocupada sempre mais com a retirada de direitos de minorias do que com questões importantes da sociedade, mais uma vez quer barrar projetos de avanços para casais homossexuais. O foco da vez agora é a recente resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que permite que casais de homossexuais recorram à técnicas de fertilização em laboratório.
De acordo com o site da câmara o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO, foto ao lado), quer sustar a recente resolução alegando que temas como estes deveriam ser tratados em lei. "Estou providenciando uma proposta de decreto legislativo para suspender os efeitos dessa resolução e recomendei à minha assessoria a possibilidade de alguma medida judicial", diz João Campos.
A presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), informou que não só concorda com a resolução do CFM como disse que a bancada evangélica está empenhada em uma série de ações de motivação homofóbica. Na ocasião ela ainda citou o kit de combate a homofobia que está sendo alvo de críticas por parte da bancada.
Fonte: Agência de Notícias da Câmara.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
'Nunca tinha passado por isso', diz lésbica agredida em lanchonete de SP
Mulher agredida em lanchonete da Grande São
Paulo teve escoriações no rosto e dedo
quebrado (Foto: Arquivo pessoal)
A artesã Patrícia Odinéia Garcia, de 32 anos, lanchava na companhia da namorada, de um casal de lésbicas e de um rapaz quando o grupo foi agredido por uma outra mulher e mais dois homens em uma unidade da rede McDonald's, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.
A agressão ocorreu no início da madrugada desta segunda-feira (10). Segundo Patrícia, o grupo foi vítima de um ataque homofóbico, pois os agressores gritavam xingamentos como “sapatão” enquanto davam socos e pontapés nas vítimas.
“O homem que estava com a gente não sofreu nada, nenhum arranhão”, relembra Patrícia, enfatizando a suspeita de homofobia. “Eu nunca tinha passado por isso na minha vida. A gente não estava nem se tocando, eu sou muito discreta. Quando via notícias de gays agredidos, achava que era porque eles estavam se abraçando, mas não é assim não. Eu não fazia nenhuma demonstração de carinho. Só estava rindo e brincando”, detalha.
Patrícia conta que, primeiro, uma mulher se aproximou e agrediu uma das homossexuais. Ao tentar impedir a agressão, ela diz que foi empurrada e viu dois homens também começarem a bater.
“Levei um murro e desmaiei. Acordei enquanto ainda apanhava e desmaiei de novo”, relembra a artesã, que teve cortes no rosto e quebrou o dedo mindinho da mão direita.
Segundo o boletim de ocorrência registrado no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, os agressores fugiram em um carro, que teve a placa anotada por testemunhas. Uma das pessoas que presenciaram o crime contou à polícia que ninguém tentou impedir as agressões e que os casais homossexuais não tiveram comportamento inadequado ou provocativo.
A Polícia Civil chegou a ir até a lanchonete logo após as agressões, mas encontrou o lugar limpo e organizado, o que compromete a perícia.
As quatro lésbicas agredidas foram atendidas em um pronto-socorro próximo à lanchonete e acabaram liberadas em seguida. “Eu não entendi nada até agora”, diz Patrícia. “Agora, eu só quero esfriar a cabeça e quero justiça”, finaliza. O caso foi registrado como lesão corporal.
Em nota, o McDonald's afirmou que “repudia qualquer atitude dessa natureza e colaborou com as autoridades na disponibilização de detalhes sobre o fato”.
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/01/nunca-tinha-passado-por-isso-diz-lesbica-agredida-em-lanchonete-de-sp.html
Lésbicas são agredidas dentro do McDonald’s em São Paulo
SÃO PAULO - Mais um caso de agressão com indícios de homofobia ocorreu por volta das 0h10 de segunda-feira, 10, em uma lanchonete na rua do Tesouro, no centro de Taboão da Serra. Quatro mulheres lésbicas foram agredidas por dois homens e duas mulheres sem motivo aparente. Encaminhadas ao pronto-socorro Doutor Akira Tada, elas não correm risco de morte.
À Secretaria de Segurança Pública (SSP) as vítimas, uma coordenadora, de 30 anos, uma auxiliar administrativa, de 32, uma auxiliar de cobrança, de 21, e uma supervisora, de 31, contaram que uma desconhecida, acompanhada de dois homens e uma mulher, se aproximou delas e as agrediram. Um professor, de 37 anos, que estava com elas, não sofreu violência.
Segundo a gerente da lanchonete, as vítimas não tiveram comportamento inadequado ou provocativo em nenhum momento. Os espancadores fugiram em um veículo Renault Clio, mas clientes conseguiram anotar a placa.
A SSP informou que, ao chegar ao local, a perícia foi prejudicada por a lanchonete ter sido limpa e organizada, ocultando as evidências do crime. O celular da coordenadora sumiu na confusão. Uma aliança foi encontrada e apreendida.
As mulheres acreditam terem sido vítimas de homofobia. Elas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) para exame. O 1º DP de Taboão da Serra investigará o ocorrido, mas ainda não identificou os suspeitos.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
ONU Mulheres seleciona consultoria para apoio na seleção de projetos para o Fundo Fiduciário
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terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Violência contra homossexuais – Por Drauzio Varella
DRAUZIO VARELLA – FOLHA SP

