sexta-feira, 29 de abril de 2011

Brasil tem mais de 60 mil casais homossexuais, indica IBGE

Região Sudeste é que concentra mais casais gays, com 32.202, segundo dados do Censo 2010

Brasil já tem 60.002 casais que se declaram gays



 O Brasil já contabiliza mais de 60 mil pessoas vivendo com parceiros do mesmo sexo, segundo dados do Censo 2010, divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São 60.002 casais nesssa situação.
A região Sudeste é a que tem mais casais que se assumiram homossexuais, com 32.202. Em seguida, está a região Nordeste, com 12.196; e a Sul, com 8.034.
Pelo levantamento, a região Norte é que tem  menos casais gays, com 3.420, seguida pela região Centro-Oeste, com 4.141. Comparando apenas Estados, São Paulo é o que tem mais casais homossexuais, com 16.872, seguido por Minas Gerais, com 10.170.


No outro extremo, está o Estado de Roraima, onde apenas 96 pessoas declararam viver com outra pessoa do mesmo sexo. Depois, está Tocantins, com 151, e Acre, com 154.

Para o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, é provável que tenha ocorrido uma subnotificação nos números divulgados. Segundo ele, como a questão foi tratada pela primeira vez, há a possibilidade de muitos homossexuais não terem se autodeclarado como tais por receio.

“É certo que nos próximos Censos, essa informação tenderá a aumentar. Isso não vai significar que o aumento será proveniente de mais casais do mesmo sexo se unindo. Você tem que levar em consideração também que alguns não se declararam e a partir de agora irão fazer”, avaliou o presidente.

De acordo com Nunes, a tendência é de que esse autoreconhecimento cresça à medida que a Legislação Brasileira vá se adequando a esse aspecto. Atualmente, casais do mesmo sexo possuem os mesmo direitos para questões como Imposto de Renda e Previdência Social. “Ao perceber que esses direitos são uma conquista de fato, certamente do ponto de vista social teremos mais informações”, disse.

O Censo 2010 revela que o País tem 37.487.115 casais heterossexuais. O Sudeste novamente é a região que tem mais casais, com 16.088.613; e Norte a que tem menos, com 2.734.830.

Os extremos

Os primeiros resultados definitivos do Censo 2010 mostram os grandes extremos do Brasil, um país de 8.502.729 km2 e 190.755.799 habitantes. A cidade de São Paulo segue como a mais populosa do Brasil, com 11.253.503 habitantes. Em 2000, no último Censo, a capital paulista contava com 10.434.252 moradores. No mesmo Estado também está o menor município do País. A pequena Borá ganhou 10 habitantes desde o último levantamento e tem atualmente uma população de 805 pessoas.

Em São Paulo também estão os extremos em relação à concentração de sexo na população. Enquanto em
Santos, no litoral sul, 54,24% da população é do sexo feminino, com 191.912 homens e 227.488 mulheres, a pequena cidade de Balbinos tem um número muito maior de homens. Dos 3.702 habitantes, 3.002 são do sexo masculino e 700 são mulheres. A explicação para essa discrepância está no fato da cidade contar com duas penitenciárias que somam mais de 2 mil detentos

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/brasil+tem+mais+de+60+mil+casais+homossexuais+indica+ibge/n1300118272944.html

Quem quer ser professor? - Carta Capital




Quem quer ser professor?

Tory Oliveira 26 de abril de 2011 às 10:12h

Baixos salários, desvalorização e falta de plano de carreira afastam as novas gerações da profissão docente. Mas há quem não desista. Por Tory Oliveira. Foto: Masao Goto Filho

Você é louca!" "É tão inteligente, sempre gostou de estudar, por que desperdiçar tudo com essa carreira?" Ligia Reis (foto a dir.), de 23 anos, ouviu essas e outras exclamações quando decidiu prestar vestibular para Letras, alimentada pela ideia de se tornar professora na Educação Básica. Nas conversas com colegas mais velhos de estágio, no curso de História, Isaías de Carvalho, de 29 anos, também era recebido com comentários jocosos. "Vai ser professor? Que coragem!" Estudante de um colégio de classe média alta em São Paulo, Ana Sordi (foto a esq.), de 18 anos, foi a única estudante de seu ano a prestar vestibular para Pedagogia. E também ouviu: "Você vai ser pobre, não vai ter dinheiro". Apesar das críticas, conselhos e reclamações, Ligia, Isaías e Ana não desistiram. No quinto ano de Letras na USP, Ligia hoje trabalha como professora substituta em uma escola pública de São Paulo. Formado em História pela Unesp e no quarto ano de Pedagogia, Isaías é professor na rede estadual na cidade de São Paulo. No segundo ano de Pedagogia na USP, Ana acompanha duas vezes por semana os alunos do segundo ano na Escola Viva.

Quando os três falam da profissão, é com entusiasmo. Pelo que indicam as estatísticas, Ligia, Isaías e Ana fazem parte de uma minoria. Historicamente pressionados por salários baixos, condições adversas de trabalho e sem um plano de carreira efetivo, cursos de Pedagogia e Licenciatura – como Português ou Matemática – são cada vez menos procurados por jovens recém-saídos do Ensino Médio. Em sete anos, nos cursos de formação em Educação Básica, o núsmero de matriculados caiu 58%, ao passar de 101.276 para 42.441.

Atrair novas gerações para a carreira de professor está se firmando como um dos maiores desafios a ser enfrentado pela Educação no Brasil. Não por acaso, a valorização do educador é uma das principais metas do novo Plano Nacional de Educação. Uma olhadela na história da educação mostra que não é de hoje que a figura do professor é institucionalmente desvalorizada. "Há textos de governadores de província do século XIX que já falavam que ia ser professor aquele que não sabia ser outra coisa", explica Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, coordenadora da pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios. No entanto, entre as décadas de 1930 e 1950, a figura do professor passou a ter um valor social maior. Tal perspectiva, porém, modificou-se novamente a partir da expansão do sistema de ensino no Brasil, que deixou de atender apenas a elite e passou a buscar uma universalização da educação. Desordenada, a expansão acabou aligeirando a formação do professor, recrutando muitos docentes leigos e achatando brutalmente os salários da categoria como um todo.

Raio X
Encomendada pela Unesco, a pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios revelou que, em geral, o jovem que procura a carreira de professor hoje no Brasil é oriundo das classes mais baixas e fez sua formação na escolas públicas. Segundo dados do questionário socioeconômico do Enade de 2005, 68,4% dos estudantes de Pedagogia e de Licenciatura cursaram todo o Ensino Médio no setor público. "De um lado, você tem uma -implicação muito boa. São jovens que estão procurando ascensão social num projeto de vida e numa profissão que exige uma formação superior. Então, eles vêm com uma motivação muito grande."

É o caso de Fernando Cardoso, de 26 anos. Professor auxiliar do quinto ano do Ensino Fundamental da Escola Viva, Fernando é a primeira pessoa de sua família a completar o Ensino Superior. Sua primeira graduação, em Educação Física, foi bastante comemorada pela família de Mogi-Guaçu, interior de São Paulo. O mesmo aconteceu quando ele resolveu cursar a segunda faculdade, de Pedagogia.

Entretanto, pondera Bernardete, grande parte desse contingente também chega ao Ensino Superior com certa "defasagem" em sua formação. A pesquisadora cita os exemplos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que revela resultados muito baixos, especialmente no que diz respeito ao domínio de Língua Portuguesa. "Então, estamos recebendo nas licenciaturas candidatos que podem ter dificuldades de linguagem e compreensão de leitura."

Segundo Bernardete, esse é um efeito duradouro, uma vez que a universidade, de forma geral, não consegue suprir essas deficiências. Para Isaías Carvalho, esta é uma visão elitista. "Muitos professores capacitados ingressam nas escolas e estão mudando essa realidade. Esse discurso acaba jogando toda a culpa nos professores", reclama.

Desde 2006, Isaías Carvalho trabalha como professor do Ensino Fundamental II e Ensino Médio em uma escola estadual em São Paulo. Oriundo de formação em escolas públicas, Isaías também é formado pelo Senai e chegou a trabalhar como técnico em refrigeração. Só conseguiu passar pelo "gargalo do vestibular" por causa do esforço de alguns professores da escola em que estudava na Vila Prudente, zona leste de São Paulo. Voluntariamente, os professores davam aulas de reforço pré-vestibular de graça para os alunos, nos fins de semana. "Os alunos se organizavam para comprar as apostilas", lembra. Foi durante uma participação como assistente de um professor na escola de japonês em que estudava que Antônio Marcos Bueno, de 21 anos, resolveu tornar-se professor. "Um sentimento único me tocou", exclama. Em busca do objetivo, saiu de Manaus, onde morava, e mudou-se para São Paulo. Depois de quase dois anos de cursinho pré-vestibular, Antônio Marcos está prestes a se mudar para a cidade de Assis, no interior do Estado, onde vai cursar Letras, com habilitação em japonês.

Entretanto, essa visão enraizada na cultura brasileira de que ser professor é uma missão ou vocação – e não uma profissão – acaba contribuindo para a desvalorização do profissional. "Socialmente, a representação do professor não é a de um profissional. É a de um cuidador, quase um sacerdote, que faz seu trabalho por amor. Claro que todo mundo tem de ter amor, mas é preciso aliar isso a uma competência específica para a função, ou seja, uma profissionalização", resume Bernardete.

Contra a corrente
Ainda assim, o idealismo e a vontade de mudar o mundo ainda permanecem como fortes componentes na hora de optar pelo magistério. Anderson Mizael, de 32 anos, teve uma trajetória diferente da maioria dos seus colegas da PUC-SP. Criado na periferia de São Paulo, Anderson sempre estudou em escolas públicas. Adulto, trabalhou durante cinco anos como designer gráfico antes de resolver voltar a estudar. Bolsista do ProUni, que ajuda a financiar a mensalidade, Anderson é um dos poucos do curso de Letras que almejam a posição de professor de Literatura. "Eu tenho esse lado social da profissão. O ensino público está precisando de bons professores, de gente nova", explica ele, que acaba de conseguir o primeiro estágio em sala de aula, em uma escola no Campo Limpo, zona sul da capital. Ana, que hoje trabalha em uma escola de elite, sonha em dar aula na rede pública. "São os que mais precisam." "Eu sempre quis ser professora, desde criança", arremata Ligia.

A empolgação é atenuada pela realidade da escola – com as já conhecidas salas lotadas, falta de material e muita burocracia. Ligia Reis reclama. "Cheguei, ganhei um apagador e só. Não existe nenhum roteiro, nenhum amparo", conta. "Às vezes, você é um ótimo professor, tem várias ideias, mas a escola não ajuda em nada", desabafa. Ligia também conta que, para grande parte de seus colegas de graduação, dar aula é a última opção. "A maioria quer ser tradutor ou trabalhar em editoras. É um quadro muito triste."

Como constatou Ligia, de forma geral, jovens oriundos de classes mais favorecidas, teoricamente com uma formação mais sólida e maior bagagem cultural, acabam procurando outros mercados na hora de escolher uma profissão. "Eles procuram carreiras que oferecem perspectivas de progresso mais visíveis, mais palpáveis", explica Bernardete. Um dos motivos que os jovens dizem ter para não escolher a profissão de professor é que eles não veem estímulo no magistério e os salários são muito baixos, em relação a outras carreiras possíveis. "Meu avô disse para eu prestar Farmácia, que estava na moda", lembra Ana.

A busca pela valorização da carreira de professor passa também, mas não somente, por políticas de aumento salarial. Além de pagar mais, é preciso que o magistério tenha uma formação mais sólida e, principalmente, um plano de carreira efetivo. "Um plano em que o professor sinta que pode progredir salarialmente, a partir de alguns quesitos. Mas que ele, com essa dedicação, possa vir a ter uma recompensa salarial forte", conclui a pesquisadora.

Anderson, Ligia, Ana, Isaías, Antônio e Fernando torcem para que essa perspectiva se torne realidade. "Eu acho que, felizmente, as pessoas estão começando a tomar consciência do papel do professor. É uma profissão que, no futuro, vai ser valorizada", torce Anderson. "É uma profissão, pessoalmente, muito gratificante." "Às vezes, eu chego à escola morta de cansaço, mas lá esqueço tudo. É muito gostoso", conta Ana.

 




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Faculdade de Artes do Paraná realiza 6º Seminário de Pesquisa em Artes da FAP

“EntreLinhas PPGE/UFPR: O Plano Nacional de Educação em Discussão”


 
 
O Setor de Educação, através do seu Programa de Pós Graduação e em parceria com a PROGRAD vem realizando uma série de debates com vistas a realizar uma análise qualificada do Projeto de Lei do PNE, em trâmite no Congresso Nacional, envolvendo a comunidade do PPGE, do Setor de Educação e a comunidade universitária, gestores da UFPR, sociedade civil e representantes da Câmara e Senado Federal, em especial os paranaenses.
A participação de todos é fundamental na construção coletiva de propostas a serem remetidas ao Congresso Nacional.
Os próximos encontros ocorrerão no Teatro da Reitoria e versarão sobre as seguintes temáticas:

27/04/2011 – Diretrizes do PNE 2011/2020: VII - promoção humanística, científica e tecnológica do País; VIII - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto.  Metas e estratégias relacionadas.

Debatedores convidados:

Professor Doutor Zaki Akel Sobrinho - Reitor da Universidade Federal do Paraná

Professora Doutora Maria Amélia Sabagg Zainko - Pró- Reitora de Graduação da UFPR.

Representante da APUFPR

Representante discente.

 

02/05/2011 – Diretrizes do PNE 2011/2020: IX - valorização dos profissionais da educação; e X - difusão dos princípios da equidade, do respeito à diversidade e a gestão democrática da educação.  Metas e estratégias relacionadas.

 

09/05/2011 – Sistematização e organização de proposições a serem enviadas à Camara e Senado Federal.

Coordenação do PPGE; Direção do SE; PROGRAD; Representante discente

 

Local: Teatro da Reitoria

INSCRIÇÕES: www.ppge.ufpr.br  

HORÁRIO: 18 h 30






 






terça-feira, 19 de abril de 2011

Mulheres presas sofrem agressões físicas e sexuais

  


(O Globo) Denúncias de maus tratos de policiais contra detentas foram apresentadas pela Pastoral Carcerária Nacional, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). As agressões, físicas e sexuais, ocorreram principalmente na Penitenciária Feminina de Santana, em São Paulo, e foram encaminhadas ao Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público paulista.

Na Bahia, a Pastoral constatou casos de tortura e maus tratos no Conjunto Penal da Serrinha, de responsabilidade da Reviver Administração Prisional Privada.

"A violência policial contra a mulher tem atos distintos em relação aos homens. Além da agressão física, tem o abuso sexual. Isso é o que mais dói nelas", afirma o diretor jurídico da Pastoral, José de Jesus Filho.
 

http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1587&catid=43 



A LÂMPADA, O DEPUTADO E O KIT




A LÂMPADA, O DEPUTADO E  O KIT

 

 

Desde a constituição dos movimentos sociais que começam a eclodir no Brasil na década de 60 do último século, passando pelo movimento feminista de segunda onda (com suas teorizações em torno do conceito de gênero) e pelo movimento homossexual nos anos 80 e 90, até desembocar no que hoje conhecemos por movimento LGBT, temos presenciado, no Brasil, uma luta política e teórica pela consolidação de direitos civis, jurídicos e educacionais de lésbicas, gays, bissexuais,  travestis e transexuais.

Essa luta, que num primeiro momento precisou mostrar que as mulheres não estavam condenadas ao cárcere-lar e à maternidade compulsória; que, em outro, precisou escancarar e destronar os equívocos jurídico-científicos que impunham à homossexualidade a condição de crime e doença; que, em outro, precisou provar que a AIDS  não era a "peste gay" como afirmava a razão médica, depara-se, nesses nossos dias, com a tarefa de fazer frente a interesses doutrinários e preconceituosos para garantir o combate à violência de gênero e à homofobia, promovidas por propagadores do ódio de toda sorte.

Por isso, numa época em que grupos ultraconservadores saem pelas ruas promovendo o terror à diferença sexual, quebrando lâmpada na cara de rapazes gays e assassinando travestis pelos becos da cidade, em que pastores e padres disparam ataques condenando mulheres e homens homossexuais a novas formas de exorcismo, em que figuras públicas, como deputados e outros tantos, sem pudor e, principalmente, sem conhecimento algum do assunto, publicizam em rede nacional o racismo e a homofobia que lhes vazam pelos poros é que a medida implementada pelo MEC, de distribuir um kit anti-homofobia em escolas brasileiras, faz-se necessária. Mais que necessária, é uma obrigação do poder público em resposta a essas investidas terroristas que insistem em promover o horror e a violência de gênero e sexuais em nosso país.

Pensar na distribuição de um kit anti-homofobia significa uma possibilidade histórica de construir no âmbito das escolas brasileiras, entre alunas/os e professoras/es, entre funcionárias/os e comunidade,  um debate sério em torno das homossexualidades e, a partir disso, assegurar direitos historicamente negados às/aos homossexuais. Inclusive, o direito a uma escola que promova o diálogo e a liberdade. Significa um caminho para deslocar os insuspeitos e preconceituosos olhares que enxergam o público LGBT como arremedo do humano, bem como promover abertamente o enfrentamento contra o sexismo, o machismo, a homofobia, a lesbofobia e a transfobia entre nossos jovens.

Acreditar nos deslocamentos que uma medida como essa pode provocar talvez nos force a não mais fingir que lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não existem e que, portanto, não são problema nosso. Nos forçará a entender que o "filho gayzinho", como disse o tal deputado homofóbico, pode sim morar sob o mesmo teto nosso. Forçará, no mínimo, que comecemos a questionar a insuspeitabilidade da heteronormatividade como padrão de normalidade de gênero e sexual,  em busca da construção de uma juventude que, no futuro, possa se orgulhar de ter filhas e filhos homossexuais sem que isso se torne uma ameaça a suas vidas. O kit anti-homofobia pode ser uma chance de, no interior de nossas escolas, propor novas formas de pensar e de agir, novas possibilidades de combate à opressora norma heterossexual, uma chance de nossas alunas e alunos  se pensarem de outro modo diante das diferenças imanentes à vida.

A lâmpada na Av. Paulista, o deputado homofóbico e os contrários ao  kit anti-homofobia nos deixam, no mínimo, dois grandes alertas: o de que a homofobia no Brasil lateja e o de como o fanatismo religioso e os fundamentalismos morais são capazes  de promover o ódio e a agressão ao outro.  Tudo em nome de Deus. 


___________
Jamil Cabral Sierra
Universidade Federal do Paraná - UFPR
Setor Litoral
41-9628-1908
 
 
 
 
 
 
 



Portaria do Ministério sobre Área da Saúde da Mulher gera polêmica (Viomundo)






(Blog Viomundo) A Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos condena a transferência para o IFF/Fiocruz das atribuições que até então eram da Área Técnica de Saúde da Mulher.

Matéria da jornalista Conceição Lemes, publicada no blog Viomundo, retrata a polêmica em torno da Portaria 4.159, do Ministério da Saúde, que estabelece o Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz), como Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, para atuar como órgão auxiliar do Ministério.

Veja a Recomendação aprovada pelo pleno CNS acerca da portaria do Ministério da Saúde

Assinada em 21 de dezembro de 2010 pelo então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a portaria estabelece que o IFF/Fiocruz seja responsável pelo desenvolvimento, coordenação e avaliação das ações integradas para a saúde da mulher, da criança e do adolescente no Brasil.

"Terceirização de responsabilidades governamentais"
“É um absurdo que, no apagar das luzes de 2010, o Ministério da Saúde tenha emitido uma portaria que, na prática, transfere ao Fernandes Figueira as atribuições que até então eram da Área Técnica de Saúde da Mulher”, denunciou Telia Negrão, secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde. “Uma decisão de caráter eminentemente político que ‘terceiriza’ responsabilidades governamentais, embora seja uma terceirização para um órgão público vinculado ao governo.”

Para Télia Negrão, “o que não aceitamos é esvaziar uma área estratégica para a coordenação das políticas públicas sem debater nem dar ciência ao movimento de mulheres, que é muito atuante na área de saúde”.

Temporão defende que o IFF não se confunde com a Coordenação de Saúde da Mulher
O médico sanitarista José Gomes Temporão é professor da Escola Nacional de Saúde Pública, o ENSP da Fiocruz, e pesquisador do Centro de Relações Internacionais em Saúde da fundação. Em entrevista ao blog Viomundo, ele defendeu que a portaria assinada por ele atendeu a uma solicitação da Fiocruz. “O IFF é uma unidade da Fiocruz, que é órgão do Ministério da Saúde. Logo, parece coerente que o IFF, que já desenvolve atividades de formação, assistência e extensão de alta qualidade, possa assumir esse papel de referência.”

Ele justificou que o IFF possui centenas de profissionais de saúde e pesquisadores plenamente capacitados para contribuir com o avanço das políticas públicas voltadas à mulher e à criança. "Não caberá ao IFF qualquer monopólio em relação ao tema. Toda e qualquer entidade ou instituição com experiência no tema pode e deve contribuir com o Ministério da Saúde nessa missão.”

O atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi procurado pelo blog, mas não deu entrevista.

http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1594&catid=44